Curso Intermediário: de Freud a Lacan – O Sintoma (Edição 2018) 25/05/2019

Apresentação

Curso Intermadiário: de Freud a Lacan - O Sintoma (Edição 2017)

O Sintoma é o tema do Curso de Formação em Psicanálise – Intermediário, no ano de 2018. Expressão humana paradoxal, o sintoma causa sofrimento e satisfação. É uma resposta singular de como a pessoa lida com seu corpo, afeto e sexualidade. A conceitualização de sintoma advém da prática clínica e da ética em psicanálise.

Sigmund Freud desvela o sintoma como uma das formações do inconsciente, uma expressão disfarçada do desejo. Sob ação do recalque, a partir da chave edípica, o sintoma é para Freud uma aliança de compromisso entre a pulsão e defesa. Por meio da interpretação e do ganho de sentido, podia ser decifrado.

Jacques Lacan, no seu primeiro ensino, propõe, a partir da ferramenta da linguística estrutural um retorno a Freud expresso no paradigma “O inconsciente é estruturado como uma linguagem”. O inconsciente simbólico, nos eixos da metáfora e da metonímia, pauta a intervenção sobre o sintoma pela via do significante levando a sua remissão.  Posteriormente, Lacan procede a uma ruptura. É o segundo momento do seu ensino, sob a égide do inconsciente real, Lacan cria um novo entendimento e uma nova intervenção sobre o sintoma, cuja grafia passa a ser “sinthoma”. Este não é mais expressão de conflito, mas diz da identidade única da pessoa, aspecto do qual não consegue se desvencilhar, osso duro a suportar que pede uma solução singular para a angústia do ser.

No século XXI, os sintomas não são os mesmos da época de Freud. Os Novos Sintomas são novas expressões do sofrimento subjetivo e trazem como marca a impossibilidade de explicação. Têm como característica o curto-circuito da palavra, resistem à associação livre e à interpretação. Marcam a passagem do “Freud explica” para o “Freud implica”. A responsabilidade passa a ser o novo orientador clínico, convite para que a pessoa em análise, diante deste ponto estranho, que “sou eu”, invente uma solução e uma forma de se  articular no mundo.

Forma de Organização

A cada bimestre Jorge Forbes fará uma conferência de abertura, às segundas-feiras, e não às terças-feiras,  dia das aulas do Curso Intermediário, dado que será oferecida também aos participantes do Curso Fundamental e Online.

O tema anual – O Sintoma – será trabalhado em quatro módulos bimestrais. Nos dois primeiros será visto como Freud considerou o sintoma ao longo de sua obra. Nos dois últimos, a releitura que Lacan faz quanto ao sintoma freudiano e os avanços que apresentou, caracterizando o Sinthoma.

A dinâmica de trabalho se dará em aulas semanais expositivas, seguida de aprofundamento em grupo.

Datas e horário: às terças feiras de 20h a 21h30min.
Investimento: 12 parcelas de R$ 420,00.
Informações na secretaria: tel: (11) 3061-0947, com Caetano Imbo

Coordenação: Liége Lise

Cronograma

Curso 1: O sintoma, expressão disfarçada do desejo

1

05/03

Conferência Inaugural Jorge Forbes

2

13/03

O sintoma e as formações do inconsciente

3

20/03

Sintoma, defesa e recalque

4

27/03

O sintoma histérico

5

03/04

Caso Dora

6

10/04

“Os sintomas têm um sentido e se relacionamcom as experiências do paciente.”

7

17/04

“A fantasia desempenha um papel importante na formação dos sintomas.”

8

24/04

O Homem dos Ratos e o sintoma obsessivo

Bibliografia de Referência:

2.FREUD, Sigmund. (1913).  Sobre a psicanálise. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago vol. XII. P.223-229.
3._________. (1915). Recalque. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. vol. XIV. P.147-162.
4._________. (1896). A etiologia da histeria. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. vol.III. P.187-215.
5._________. (1905). Fragmento da análise de um caso de histeria. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. vol. VII. P.15-116.
6. _________. (1917). Conferência XVII: O sentido dos sintomas. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. vol. XVI. P.265-279.
7._________. (1917). Conferência XXIII: Os caminhos da formação dos sintomas. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. vol. XVI. P.361-378.
8._________. (1909). Notas sobre um caso de neurose obsessiva. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. vol. X.P.137-215.

 

 

Curso 2: Sintoma e repetição

1

07/05

Conferência Inaugural Jorge Forbes

2

15/05

Sintoma, libido e transferência

3

22/05

“Recordar, repetir e elaborar.”

4

22/05

“Recordar, repetir e elaborar.”

5

29/05

Caso Hans

6

05/06

“Inibições, sintomas e ansiedade.”

7

12/06

“As neuroses são uma espécie específica de doença e a análise é um método específico de tratá-la.”

8

19/06

Caso “A jovem Homossexual”

9

26/06

Encerramento

Bibliografia de Referência:

2. FREUD, Sigmund. (1917). Conferência XXVII. Transferência. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. XVI. P.433-448.
3 e 4._________. (1914). Recordar, repetir e elaborar. (Novas recomendações sobre a técnica da psicanálise). In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. XII. P.163-171.
5. _________. (1909). Análise de uma fobia em um menino de cinco anos. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. X. P.13-133.
6  _________. (1926). Inibições, sintomas e ansiedade. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. XX. P.81-171.
7. _________. (1926). A questão da análise leiga. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. XX. P.175-248.
8. _________. (1920). Psicogênese de um caso de homossexualismo numa mulher. In: Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. XVII.

 

 

Curso 3: Sintoma, metáfora do desejo

1

06/08

Conferência Inaugural Jorge Forbes

2

14/08

O sintoma “se resolve por inteiro numa análise linguageira, por ser ele mesmo estruturado como uma linguagem.”

3

21/08

Finalização do tema da aula anterior

4

28/08

No sintoma há uma satisfação às avessas do desejo

5

04/09

Finalização do tema da aula anterior

6

11/09

Sintoma e pulsão: satisfação paradoxal

7

18/09

Ler um sintoma.

8

25/09

A formação e o desejo do analista

Bibliografia de Referência:

2. e 3.  LACAN, Jacques. (1953). Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise. In: Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. Parte II.  Símbolo e linguagem como estrutura e limite do campo psicanalítico. P. 267-290.
4. e 5. _________ (1957-1958). O Seminário. Livro 5:  As formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. Capítulo XVIII. As máscaras do sintoma. P. 330-346. 
6. LACAN, Jacques. (1964) O Seminário. Livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2001. Capítulo XIII. Desmontagem da pulsão. P. 159-166.
7. MILLER. Jacques-Alain. Ler um sintoma. Trabalho final no Congresso da NLS – Londres, 2011. http://www.ebpsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=579:ler-um-sintoma-jacques-alain-miller&catid=23:textos&Itemid=54
8. FORBES. Jorge. (2014) Psicanálise a clínica do Real. Editora Manole. Cap. 29. Da vontade de ler o nome na placa ao desejo do analista: quais são as características da formação? P.487-510.

 

 

 

Curso 4: Sintoma e gozo

1

01/10

Conferência Inaugural Jorge Forbes

2

09/10

A nova histérica – Epidemia de Medéia

3

16/10

Sintoma e o fora de sentido

4

23/10

A diferença: – sintoma e sinthoma – na grafia, na concepção e no tratamento

5

30/10

O que é o gozo? Gozo ou sou gozado?

6

06/11

Os novos sintomas e o curto-circuito da palavra

7

13/11

Sintoma: do acidente à coincidência e o desabonado do Inconsciente

8

20/11

A clínica do Real e seus bisturis

9

26/11

Conferência de Encerramento de Jorge Forbes

10 

27/11

Ensaio trabalhos Conversação Clinica 2018

Bibliografia de Referência

2. FORBES, Jorge. (2002). Epidemia de Medeias. Novos modos de desorientação pulsional. http://www.projetopsicanalise.com.br/br/artigos/epidemia-de-medeias.html.
3. LACAN, Jacques. (2007). O sinthoma. Livro 23: O sinthoma. 1975-1976. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Capítulo VIII. Do sentido, do sexo e do real. P.11-26
4. FORBES, Jorge. (2016). Fazer-se tolo de um real: o que é crer no sinthoma? http://www.jorgeforbes.com.br/br/artigos/fazer-se-tolo-de-um-real-o-que-%C3%A9-crer-no-sinthoma.html
5. LACAN, Jacques. – O Seminário Livro 20, “mais, ainda” – 2ª edição. Jorge Zahar Ed. Rio de Janeiro, 1989.
5. RÜDIGER, Dorothée. A cadela e a cinta liga ou os mistérios do gozo. http://www.ipla.com.br/editorias/acontece/cinta-liga.html
6. FORBES, Jorge.  Provocações Psicanalíticas I. As possibilidades da Psicanálise. http://www.jorgeforbes.com.br/br/artigos/provocacoes-psicanaliticas-1.html
6. __________. (2003). Você quer o que deseja? 1ª edição. Ed. Best Seller. P. 193-194.
7. __________. (2012). Responsabilidade: estar desabonado do inconsciente. Inconsciente e Responsabilidade – Psicanálise do século XXI. Editora Manole. P. 141-157.
8. MACEDO, Elza. A clínica do real e seus bisturis.  http://www.ipla.com.br/editorias/acontece/a-clinica-do-real-e-seus-bisturis.html

 

07/12 a 09/12

Conversação Clínica 2018

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